Dor na coluna e nádegas com irradiação para as pernas
Dor na coluna e nádegas que irradiava para os membros inferiores foi a queixa que trouxe este paciente do sexo masculino com 69 anos de idade aos tratamentos de acupuntura.
O paciente começou por ser tratado com fisioterapia, pelo fisioterapeuta Ernesto Ferreira, com alívios bastante pronunciados na dor na coluna e nádegas. Depois foi aconselhado a fazer tratamentos de acupuntura. O paciente já tinha feito tratamentos de acupuntura no passado sem sucesso.
A análise semiológica da dor na coluna e nádegas indicou a existência de padrões de humidade, estase de sangue e vazio. O tratamento seleccionado foi a acupuntura, sendo a selecção de pontos pensada de acordo com o sistema nervoso.
O paciente apresentou relatos contraditórios quando interrogado acerca da resposta ao tratamento para dor na coluna e nádegas. Parece ter existido uma melhoria de alguns indicadores como a extensão da dor. No entanto após 3 consultas de acupuntura o paciente desistiu.
Informações adicionais sobre o tratamento
Dor na coluna e nádegas,
Irradia para as pernas.
Surgiram há 3 meses. Existia antes mas não se manifestava há mais de 4 ou 5 anos: antes tinha sensibilidade às alterações atmosféricas.
Sente alguma fraqueza nos membros inferiores.
actualmente a dor na coluna é permanente: não sabe se se associa com alterações atmosféricas. Mas ela surgiu quando houve algumas alterações atmosféricas.
A dor na coluna raramente surge no verão.
Não é afectada por tempo seco mas apresenta relação com tempo húmido.
Não sente dor localizada nas articulações.
Sensação de falta de força.
Aplicações lombares de calor melhorava temporariamente.
Dor lombar é tipo facada.
Na coxa é uma dor tipo moinha: sente a dor mais difusa.
Dor lombar melhora com movimento. Dor nos membros tipo moinha não melhora com movimento.
Sentado ou deitado não sente dor. Quando se mexe sente dor. Actualmente sente grandes melhoras desde há 15 dias devido aos tratamentos de fisioterapia.
<strong>OUTROS SINTOMAS</strong>
Sem alterações visuais, auditivas, digestivas ou urinárias.
Teve alguns problemas em manter relações sexuais (algumas posições) devido às dores que tinha na lombar e membro inferior.
DESCRIÇÃO TÉCNICA/SEQUÊNCIAS EFECTUADAS
Plano sagital T1 (película I e CD)
Plano sagital T2 (pelicula II e CD)
Plano axial T1 e T2 (pelicula III e CD)
Plano sagital T2 STIR (CD)
LEITURA E INTERPRETAÇÃO
Não se documentam alterações de alinhamento do muro posterior dos corpos vertebrais do segmento lombo-sagrado da coluna vertebral com canal raquidiano moderadamente estenótico, do tipo misto, predominando o componente adquirido por alterações degenerativas.
Aspectos compatíveis com vértebra de transição da charneira lombo-sagrada considerando-se para efeito de referência sacralização de L5 que apresenta mega-apófise transversal bilateral, formando neoarticulação com o sacro. Entre L5-S1 o disco é vestigial não existindo sinais de compressão neurológica a este nível. O disco L4-L5 apresenta marcadas alterações degenerativas com redução da sua espessura, com perda de sinal em T2, traduzindo redução do componente hídrico, existindo prolapso difuso, o que associado à relativa estenose constitucional do canal raquidiano (pedículos e lâminas relativamente curtas) é responsável por marcada compressão da face ventral do saco tecal contra os ligamentos amarelos e facetas articulares posteriores hipertrofiadas. O saco tecal a este nível encontra-se deformado com configuração triangular e dimensões reduzidas. Existe preenchimento parcial dos recessos laterais, sobretudo à esquerda com muito provável conflito com as emergências radiculares de L5, a integrar e a valorizar no contexto clínico. Também moderada redução do calibre dos buracos de conjugação de L4-L5, sobretudo à esquerda, com eventual conflito com a emergência radicular de L5, a valorizar no contexto clínico.
Disco L2-L3 com pequena hérnia mediana e paramediana esquerda subligamentar o que associado à relativa estenose constitucional do canal raquidiano é responsável também por marcada compressão da face antero-lateral esquerda do saco tecal contra os ligamentos amarelos e facetas articulares posteriores hipertrofiados. Admite-se também eventual conflito com a emergência radicular esquerda de L3, a valorizar no contexto clínico.
Alterações degenerativas do disco L3-L4 com ligeira procidência difusa a ser responsável por discreta moldagem da face ventral do saco tecal, mas sem evidência de compressão significativa.
Restantes discos intersomáticos do segmento lombar e dorsal inferior da coluna vertebral sem imagens de hérnia intracanalar nem sinais de compressão neurológica.
Alterações degenerativas osteoarticulares com osteofitose antero-marginal dos planaltos vertebrais e hipertrofia artrósica das facetas articulares posteriores, predominando no segmento lombar inferior, nomeadamente em L4-L5 e sobretudo à esuqerda.
É normal a morfologia e o sinal RM do segmento terminal da medula dorsal e do cone medular sem evidência delesões focais nem de compressão extrínseca.
Espaço para-vertebral conservado sem alterações.
EM CONCLUSÃO:
Canal lombar marcadamente estenótico do tipo misto, predominando o componente adquirido por alterações degenerativas. A estenose é mais marcada em L2-L3 e sobretudo em L4-L5 com provável conflito da emergência radicular esquerda de L3 e L5, a integrar e a valorizar no contexto clínico.
Vértebra de transição da charneira lombo-sagrada considerando-se para efeitos de referência sacralização da L5.
Nedilet
Rosovastatina
Norvasc
Ziloric
Aspirina 150
Voltaren – quando sente mais dores.
Sem alterações no membro inferior esquerdo e na dor na coluna e nádegas. Por outro lado refere que a perna esquerda tem doido menos nos últimos 2 dias.(paciente apresenta um relato contraditório!)
surgiu dor no membro inferior direito – agrava com tempos húmidos. Irradia ao longo da coxa até ao joelho pelo meridiano da bexiga.
Dor na coluna, região lombar, surge quando se move mas no membro inferior direito a dor ficou sempre presente.
fraqueza nos membros inferiores mantêm-se.
3ª consulta para tratar dor na coluna e nádegas com irradiação para as pernas
Dor na coluna, na zona lombar, idêntica. À palpação referiu que na zona lombar já doia menos. Paciente queria referir-se à região glútea.
Perna esquerda tem falta de força.
Sensação de peso nas duas pernas.
Dor na perna direita agravou. Dor diminuiu de extensão. Já não afecta regiões do 40B (região popliteia) nem 57B (gémeos/gastrocnémios).
O terapeuta Nuno Lemos foi o nosso especialista de acupuntura em Lisboa responsável pelo caso
Testemunhos de doentes

… Vim à consulta de acupuntura. Gostei do modo como fui atendido, do serviço e estou satisfeito. Recomenda-se …