acupuntura é placebo dor

Acupuntura na dor

O que é a dor?

De acordo com a Associação Internacional para o Estudo da Dor, esta pode descrever-se como:

“uma experiência sensorial ou emocional desagradável associada a lesão tecidular, real ou potencial, ou descrita em função dessa lesão”

Essencialmente a dor é um fenómeno fisiológico altamente complexo que não se limita somente pelos sinais clínicos e sintomas físicos.

Além da componente física existem uma série de fatores que afetam a forma como cada um de nós lida com a dor.

Influências culturais, demográficas, psicossociais e clínicas são relevantes para a forma como percepcionamos e exprimimos a dor.

A forma como uma série de influências que ultrapassam em muito o local da lesão física afetam a percepção e a vivência da dor, faz com que seja sempre considerado um sintoma subjetivo.

Nota relativa a este artigo

Neste site existem artigos muito específicos sobre uma série de condições álgicas diferenciadas.

O objetivo deste texto é englobar uma série de casos de dor que não se enquadram nos outros artigos mas que são uma expressão comum da nossa experiência clinica.

Tipos de algias

Algia articular

Dor articular é dor localizada nas articulações e piora com mobilização da mesma. Tem por base o processo inflamatório das estruturas intra-articulares podendo ter origem em doenças como artrite reumatóide ou osteoartrose.

Em medicina chinesa é comum a dor articular ser classificada em dor por humidade. Pode-se acompanhar de sintomas de frio (gumidade-frio) ou calor (humidade-calor).

Algia tendinosa

Encontra-se por vezes numa zona distante da lesão.

Tem por base o processo inflamatório da bainha sinovial tendinosa.

Tendinopatias (lesão), tendinites (inflamação) ou processos de tendinose (degeneração) tem inicio gradual de rigidez tendinosa e apresentam:

1 – dor associada a atividades especificas;

2 – dor associada ao alongamento do músculo;

3 – dor com força isométrica e à palpação.

Por vezes é difícil distinguir da algia articular pelo que se deve ter cuidado ao analisar estes tipos de dor.

Algia muscular

Existem algumas características relevantes neste caso:

1 – Pode ser localizada ou difusa;

2 – Pode ter origem no próprio músculo ou em lesões radiculares;

3 – Pode ter origem secundária a processos sistémicos febris ou endócrinos;

4 – Forte componente psicológica com ação na dor miofascial;

5 – pode ser acompanhada de espasmos tónicos (contratura prolongada do músculo) ou clónicos (contrações involuntárias alternadas com relaxamento);

Traumas repetidos no músculo podem gerar dos muscular associada a dor articular ou dor tendinosa. É provavelmente o mais comum de todos os tipos de dor.

Algia óssea

Na maioria das vezes é induzida por lesão do periósteo (osteoartrite e fraturas). Associada a fatores traumáticos ou relacionadas com o crescimento.

Em algumas doenças o endósteo e o suprimento nervoso de havers são fonte de dor: osteomalácia e osteonecrose.

Este forma de queixa costuma ser enquadrada em padrões diferenciados na medicina chinesa.

Regra geral o paciente refere esta dor como profunda junto ao osso, pelo que é considerado um tendino-muscular em profundidade.

Por outro lado, a dor neuropática pode ser exatamente o oposto; tendino-muscular à superficie.

Algia neurológica/neuropática

Dor neurológica ou dor neuropática resulta de uma lesão ou disfunção do sistema nervoso.

É uma fonte de algia extremamente comum desde lesões do sistema nervoso por hérnias discais, dor neuropática diabética, dor por herpes zoster, cervico-braquialgias, etc…

Lesões neuropáticas também costumam ser acompanhadas por outros sintomas como dormência, formigamento e alterações de temperatura.

Em casos mais severos pode existir alteração a nível de movimentos.

Dor visceral

Proveniente de patologias viscerais cuja algia se manifesta no aparelho locomotor tais como:

1 – Infarto agudo do miocárdio;

2 – Cólica vesicular;

3 – Cólica renal

Dor psicogéncia

Alterações do aparelho psíquico que se refletem em sintomatologia do aparelho locomotor.

Ansiedade, depressão, neuroses, etc… são causas comuns de dor psicogénica. 20% dos pacientes com queixas crónicas revelam sofrer de depressão.

Existe aqui um mecanismo que se auto-alimenta. Ora a ansiedade e a depressão provocam as queixas álgicas ora a algia provoca ansiedade e depressão.

Em medicina Chinesa é comum a existência de padrões de estagnação de qi do Fígado em pacientes com estes tipos de sintomas.

Tipos de dor na medicina chinesa

prescrição de fitoterapia

Existem vários tipos de dor na medicina chinesa.

Nesta parte do artigo vamos dividir os tipos de dor de acordo com o diagnóstico efetuado pelos padrões clínicos em medicina chinesa.

Estase de sangue

Caracterizada por dor tipo facada, melhora com movimento, agrava durante a noite, muito fixa.

Regra geral agrava com frio e melhora com calor mas o contrário também é possível.

Estagnação de qi

Tipo distensão. Não tão severa nem fixa quanto a algia por estase de sangue. Melhora com movimento.

Padrões de humidade

Acompanhada por sensação de peso é a sua maior característica.

É possível existência de edema e tende a localizar-se mais nas articulações. É muito comum existir sensibilidade a alterações atmosféricas.

Padrões de frio

Agrava com frio e melhora com aplicações locais de calor, pele fria ao toque e pálida na observação.

Padrões de calor

Agrava com calor e melhora com aplicações locais de frio, pele vermelha à observação e quente ao toque.

Padrões de deficiência

Tipo moinha, no Brasil é conhecida como dor chatinha. Regra geral agrava com exercício físico e melhora com pressão.

Padrões de vento

Característica móvel ao contrário do padrão por frio que é muito fixa. Regra geral existe aversão ao vento.

Combinar os padrões clínicos

Estas variantes podem existir individualmente ou em associação. Um paciente pode apresentar vento-humidade-frio ou estase de sangue com calor.

Por exemplo pacientes com padrões de humidade-frio apresentam:

1 – queixas mais acentuadas nas articulações;

2 – agravamento com tempos frios e húmidos (consoante a humidade ou o frio sejam prevalecentes);

3 – pode ser acompanhada de edema;

4 – existe sensibilidade a alterações atmosféricas;

5 – é comum sensação de peso nos membros afetados ou pelo corpo todo.

Muitos leitores ao lerem estes sintomas irão reconhece-los pois eles formam o padrão de dor mais comum na artrite reumatóide.

Tipos de algias na perspetiva do paciente

A maior característica na descrição dada pelo paciente é a forma como esta é definida por zonas do corpo.

Dor nas costas, no fundo das costas, na cabeça, no ombro, nas mãos são as descrições mais comuns.

Por outro lado, há pacientes que dão mais importância à intensidade e outros à sua localização, sendo isto é visível na resposta que dão aos tratamentos de acupuntura.

Muitos pacientes referem que a dor está igual em qualquer alteração e quando se vai analisar estão a falar de dores diferentes das tratadas inicialmente.

Este é um dos fenómenos pessoais que torna a vivência deste sintoma altamente subjectiva.

Acupuntura na dor

acupuntura segura neuromodulação periférica

Queixas álgicas são a principal indicação clinica para o uso da acupuntura na dor. Existem inúmeros tipos diferentes que respondem de forma muito gratificante aos tratamentos invasivos.

Mecanismos fisiológicos da acupuntura na dor

Os mecanismos de ação da acupuntura na dor encontram-se relativamente bem estudados.

É bem conhecida a relação que existe entre a acupunctura elétrica e libertação de opióides endógenos como endomorfinas e encefalinas (han 2004).

Além da relação com opióides endógenos também se estuda mecanismos via Sistema Nervoso Autónomo (Geng 2008).

Ou seja a acupunctura elétrica provoca os seus efeitos no corpo através de mecanismos opióides e não opióides (Staud 2007).

Atualmente são muito discutidos os efeitos neuroendócrinos (Cooper 2012), neuroquímicos (Zhong 2007) e neurofisiológicos (Shen 2001) da acupunctura.

A acupuntura na ciatalgia, cervicalgia, lombalgia e dorsalgia costuma ser tratamento de eleição.

Em algias neuropáticas, nevralgia do trigémio, síndrome do túnel cárpico ou algia pós-herpes zoster tratam-se com sucesso usando esta terapia de acordo com os nossos especialistas.

Diferentes paradigmas clinicos no raciocínio clinico da acupuntura na dor

O tratamento álgico implica, muitas vezes, uma abordagem multidisciplinar assim como uma grande capacidade de usar diferentes paradigmas clínicos de forma a saber especificar o melhor tratamento possível para o paciente.

Cada doente deve ser visto como único pois os seus padrões álgicos são muito específicos e estão associados a uma história clínica única.

Desta forma pode ser necessário, para usar acupuntura na dor, pensar em acupuntura tradicional chinesa, de acordo com sistema nervoso, miologia funcional, pontos gatilho, técnicas de harmonização autonómica para algia somatizada associada a stress, etc…

Isto sem contar com as diferentes técnicas de inserção de agulha que podem ser necessárias para tratar diferentes tipos de queixas álgicas.

Por isso é necessário garantir sempre profissionais experientes e bem formados quando os pacientes pretendem usar acupuntura na dor.

Osteopatia e acupuntura no desporto

osteopatia e acupuntura na dor desporto

A integração de técnicas manuais osteopáticas e acupuntura parece ser uma parte integrante do futuro no combate às diferentes algias.

A integração destas técnicas ajuda o atleta nas fases iniciais de reabilitação e o trabalho multidisciplinar com fisiologistas do exercício são essenciais para o atleta a voltar aos treinos o mais rápido possível e maximizar o seu rendimento desportivo.

A osteopatia e acupuntura no desporto tem-se mostrado cada vez mais importantes sendo de referir que as principais equipas de futebol (Real Madrid, Barcelona, Chelsea, etc…) tem fisioterapeutas com formação em osteopatia e acupuntura no desporto.

A acupuntura na dor e o seu impacto na saúde do atleta tornou-se tão relevante que os fisioterapeutas começaram a chamar à acupuntura fisioterapia invasiva.

Na realidade, muito do trabalho dos fisioterapeutas nos principais clubes de futebol é uma combinação de acupuntura, osteopatia e exercício.

As comissões olímpicas de vários países começaram a adicionar osteopatas às suas equipas clinicas e é comum verem-se atletas de topo com marcas provenientes do tratamento de ventosaterapia que é uma das terapias associadas à acupuntura.

Vantagens da osteopatia e acupuntura na dor para desportistas

Entre os vários problemas que podem afetar a saúde de um atleta e que estas terapias conseguem ajudar destacam-se:

1 – Tendinites, tendinopatia e tendinose;

2 – Bursites;

3 – Traumas musculares;

4 – Entorse tibio-társica;

5 – Runner´s Knee;

6 – Relaxamento muscular;

7 – Esgotamento por excesso físico;

8 – Alterações de sono;

9 – cotovelo de tenista e golfista;

10 – Jumper´s Knee.

tendinites tendinose tendinopatias

Casos clínicos em doenças reumatismais

Conectivite indiferenciada

Paciente do sexo feminino na casa dos 30 recorreu a consultas de acupuntura devido à presença de algia nos ombros, pulsos e dedos. A paciente tinha diagnóstico médico de conectivite indiferenciada.

A queixa estava associada a uma componente psicossomática grande.

A paciente sentia grande tristeza devido a um conjunto de fatores profissionais e pessoais.

A algia afetava tods as articulações, não tinha relação com temperatura ou alterações atmosféricas e fazia-se sentir com maior intensidade nos ombros.

Foi feita acupuntura na dor e na componente psicossomática. A paciente respondeu positivamente aos tratamentos notando um alivio significativo e uma redução pronunciada de zonas inflamatórias nos pulsos.

Ao final de 2 tratamentos a paciente parou os tratamentos por motivos pessoais.

Tratar artroses com acupuntura chinesa

Tratar artroses com acupuntura era o objetivo desta paciente do sexo feminino, de 78 anos de idade, quando recorreu às consultas de acupuntura devido à presença de queixas no pulso e base do polegar.

A doente referiu a existência desta queixa por vários anos que dificultava movimentos do polegar.

Paralelamente, apresentava um historial clínico complicado mas que não fazia parte das suas prioridades de tratamento.

Como tal, o tratamento de acupuntura chinesa foi dirigido para a queixa principal, apesar de ter sido desenvolvido interrogatório não foi feito diagnóstico de medicina Chinesa.

O tratamento usado foi acupuntura e deu-se atenção ao uso de pontos ashi e seleção de pontos de acordo com o sistema nervoso.

Ao todo foram necessárias 3 consultas de acupuntura na dor, tendo ao final dessas consultas a paciente referido o total desaparecimento dos sintomas.

Tratar Artrite Psoriática com Medicina Chinesa

Paciente do sexo feminino com 30 anos recorreu às consultas de medicina chinesa para tratar artrite psoriática.

Paciente tomava medicação para dores que era eficaz mas fazia-se acompanhar de efeitos secundários e a paciente procurava um tratamento igualmente eficaz e com menos efeitos secundários a tratar artrite psoriática.

Na anamnese chamaram a atenção os seguintes sintomas:

1 – algias nos ombros e região sacro-ilíaca;

2 – algias nos ombros e pescoço provocava contraturas musculares quando aparecia e irradiava pela clavícula até ao esterno;

4 – algias nas ancas estava associada ao movimento e exercício físico;

5 – agravamento sintomático com presença de frio e humidade.

A resposta aos tratamentos de medicina chinesa foi muito positiva sendo que uma combinação de acupuntura elétrica e fitoterapia (uso de plantas medicinais) foi capaz de fazer os sintomas desaparecer e dar uma grande qualidade de vida à paciente.

Ao final de 6 consultas semanais a paciente não apresentava nenhum sintoma.

Após a conclusão do tratamento foi aconselhado à paciente fazer consultas regulares e espaçadas para tratar artrite psoriática e impedir o ressurgimento dos sintomas ou combater rapidamente qualquer início de sintomas.

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Casos clínicos de dores traumáticas

Tratar dor após cirurgia de remoção de parafusos na fratura da cabeça do fémur

Paciente do sexo masculino, 44 anos, recorreu às consultas de acupuntura devido a dor e limitação de movimentos provocada por fratura da cabeça do fémur 2 anos antes do inicio dos tratamentos de acupuntura.

Fez duas cirúrgias sendo que ficou com dois focos de desconforto após segunda cirúrgia: um foco na face anterior da coxa e outra na face externa da coxa.

O tratamento selecionado foi a eletropuntura (paciente já não tinha parafusos ou próteses metálicas de qualquer tipo presentes) dando atenção à seleção de pontos de acordo com o sistema de meridianos, que correspondia às descrições geográficas das queixas do paciente.

Além da eletropuntura foi prescrita uma fórmula de medicina tradicional chinesa para ajudar a aliviar a algia mais eficazmente.

O paciente ao todo realizou 3 consultas ao fim das quais parou os tratamentos por motivos pessoais.

No final dos 3 tratamentos o paciente apresentava maior mobilidade e referia uma sensação mais fraca de ter músculos presos. Também referia diminuição da geografia álgica.

Lesão da articulação de Lisfranc e chopart

Paciente do sexo feminino na casa dos 30 recorreu às consultas de acupuntura devido a uma queda que originou dor intensa no pé e dificuldade na locomoção.

Existia suspeita de fratura com lesão das articulações de chopart e Lisfranc.

A paciente apresentava algias intensas na face dorsal do pé e grande limitação em alguns movimentos do pé, nomeadamente flexão dorsal do pé. Extensão dos dedos e extensão do hálux. A queixa álgica surgia com movimento.

Para tratar estas queixas foi usada acupuntura contemporânea e acupuntura elétrica. O tratamento foi pensado em duas fases de forma a aliviar o desconforto e ganhar amplitude e força de movimento.

Ao todo a paciente fez 8 consultas ao longo das quais mostrou melhoras significativas. Na segunda consulta já sentia um alivio significativo e na 8ª consulta de acupuntura elétrica já não usava canadianas.

Fratura do punho: reabilitação com acupuntura

Paciente do sexo feminino recorreu às consultas de acupuntura devido a algias várias e alterações de mobilidade de correntes de uma fratura do punho.

Episódio de fratura do punho há 8 meses existindo dúvida por parte da equipa médica em operar.

Paciente com poucas respostas ao tratamento médico e fisioterapia sendo que ao final dos 8 meses ainda referia:

1 – algia na face dorsal da mão no movimento de extensão dos dedos;

2 – Flexão dos dedos também gerava agravamento sintomático na face posterior do punho;

3 – Queixas álgicas e edema na mão;

4 – incapacidade de fazer a flexão completa dos dedos da mão.

5 – algias intensa no ombro, desde a queda que originou fratura do punho, com limitação de movimentos sendo que alguns movimentos (abdução) provocavam dor intensa a irradiar pelo braço.

Para recuperar esta paciente foi usada acupuntura elétrica sendo o pontos pensados numa lógica de pontos gatilho, miologia funcional e sistema nervoso.

A dor no ombro com irradiação para o membros superior tratou-se rapidamente através do reconhecimento dos padrões dos pontos gatilho e correspondente tratamento.

A recuperação do punho necessitou de mais tempo e precisou de se pensar o tratamento em etapas.

Em primeiro lugar foi feita acupuntura elétrica no sentido de aliviar o sintomas álgicos.

Em segundo lugar associou-se o raciocínio do sistema nervoso com miologia funcional no sentido de promover recuperação muscular.

A paciente respondeu positivamente aos tratamentos de acupuntura elétrica sendo que deixou de sentir dor com a flexão e extensão dos dedos da mão apresentou melhorias significativas na capacidade de flexão dos dedos da mão.

Entretanto parou os tratamentos não tendo sido dada nenhuma indicação da razão de paragem dos mesmos.

Ao longo dos tratamentos também se notaram alterações de coloração da pele associadas a uma melhor vascularização do dorso da mão.

Os tratamentos de acupuntura foram efetuados nossa clinica de acupuntura lisboa.

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Casos clínicos de lesões desportivas

Entorse no tornozelo tratada com acupuntura

Entorse no tornozelo foi a razão que trouxe esta paciente do sexo feminino, às consultas de acupuntura.

A entorse no tornozelo surgira há quase 1 ano a jogar futebol e não tinha respondido favoravelmente à fisioterapia e ainda apresentava bastantes limitações e queixas dolorosas.

Foram analisados vários movimentos com e sem força resistida e a reação da paciente aos mesmos, sendo notado que a paciente apresentava:

1 – aflição no maleolo interno.

2 – Teste de astragalo/tibia positivo com flexao plantar.

3 – aflição no tibial posterior – dor com inversão/eversão e flexão plantar/dorsal.

4 – Teste de instabilidade tibial positivo.

5 – Teste do cuboide e escafóide negativos.

6 – Instabilidade no peróneo.

O tratamento selecionado foi a acupuntura nas variantes de acupuntura elétrica e acupuntura contemporânea.

A paciente respondeu muito bem aos tratamentos de acupuntura na dor para entorse no tornozelo sendo que ao final de 5 tratamentos de acupuntura já conseguia fazer exercícios de força.

As primeiras 4 consultas foram dadas com 1 semana de intervalo e a última com duas semanas de intervalo.

Ao final de mês e meio de tratamento a paciente estava sem queixas álgicas.

Dor no pé tratada com acupuntura

Paciente do sexo feminino, de 53 anos, recorreu às consultas de acupuntura devido a algias no pé que surgiram uns dias mas com um historial longo.

A paciente já não sentia aflição no pé há vários meses e surgiu após mau jeito que deu enquanto caminhava.

Além do sintoma principal a paciente apresentava edema na região do ponto 60B (atrás do maléolo externo).

Também apresentou uma ecografia às partes moles do pé direito que tinha feito 3 anos antes devido à existência passada da sintomatologia.

Não foi feito diagnóstico em termos de medicina chinesa e o tratamento seleccionado foi a acupuntura clinica.

Os pontos foram seleccionados dando atenção a pontos ashi, sistema de meridianos e sistema nervoso.

A paciente respondeu positivamente aos tratamentos de acupuntura na dor, sendo que ao final do 1ª consulta de acupuntura chinesa não sentiu mais queixas.

Dor nos ombros tratada com acupuntura

Paciente do sexo masculino recorreu às consultas de acupuntura.

A queixa principal encontrava-se associada ao esforço com pesos durante a musculação e tinha vindo a agravar sucessivamente.

Durante a anmnese foi referido:

1 – Dor nos ombros;

2 – Carregar cargas agrava sintomas álgicos;

3 – algia interna na região entre a clavícula e espinha da omoplata, posterior ao acrómio;

4 – começou como uma algia tipo moinha e depois tem vindo a agravar;

5 – Surgiu há 2 ou 3 semanas;

6 – flexão do ombro sem queixas;

7 – Abdução provoca sintomas quando mais forçada;

8 – extensão com maior sensibilidade;

9 – algia à frente junto da inserção do deltoide – paciente refere sensação álgica como profunda.

Foi usada punção percutânea com estimulação elétrica, usando o aparelho de eletroestimulação ES-160.

Os pontos de acupuntura foram pensados em termos de sistema nervoso e miologia funcional.

Ao todo o paciente realizou uma consulta, sem precisar e mais.

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Casos clínicos com pacientes oncológicos

Diarreia, cólicas intestinais e vómitos tratados em paciente com historial oncológico

Paciente do sexo feminino, 57 anos de idade, recorreu às consultas de acupuntura devido à presença de diarreia, cólicas intestinais intensas, vómitos e borborismos.

A paciente apresentava um historial clinico complicado:

1 – 9 anos antes foi detetado um tumor na mama para o qual fez 30 sessões de radioterapia e 8 sessões de quimioterapia;

2 – 8 anos antes fez mastectomia bilateral radical.

3 – Sintomas das queixas presentes surgiram pela primeira vez 6 anos antes do início das consultas de acupuntura.

Começou por surgir comichão na região frontal da cabeça e nádegas quando ingeria determinados alimentos e depois agravou com o aparecimento de sintomas como vômitos e cólicas intensas.

3 meses antes do início das consultas de acupuntura os sintomas digestivos (diarreia, cólicas intestinais e vómitos) tornaram-se mais graves. 

Os sintomas eram desencadeados pelo consumo de frutas cruas mas não cozidas.

Os sintomas presentes indicavam a existência de um padrão de vazio de qi provavelmente associado a um padrão de vazio de sangue.

Secundariamente a paciente apresentava também nevralgia do trigémio.

O tratamento selecionado (para diarreia, cólicas intestinais e vómitos) foi a acupuntura sendo esta pensada nos moldes da acupuntura tradicional chinesa.

A matéria médica (fitoterapia chinesa) não foi usada uma vez que o tumor da paciente era hormono-dependente. Foram feitos alguns conselhos de foro alimentar.

A paciente respondeu positivamente aos tratamentos de acupuntura sendo que ao final de 3 tratamentos quase não tinha sintomas de cólicas intestinais e vómitos.

A paciente conseguiu diminuir muito a medicação usada para aliviar os sintomas digestivos (diarreia, cólicas e vómitos) e ganhou maior tolerância a alguns alimentos que desencadeavam os sintomas.

Simultaneamente a paciente sentiu melhoras no apetite e aumento de peso.

Tratar dor na coxa em paciente oncológico com acupuntura

Tratar dor na coxa era o principal objetivo desta paciente do sexo feminino com 43 anos de idade quando recorreu aos tratamentos de acupuntura.

A paciente tinha uma história clínica complexa.

1 – A queixa principal fora derivada de uma injecção mal dada.

2 – A análise semiológica da MTC indicou a existência conjunta de 3 padrões clínicos associados à dor.

3 – Secundariamente a paciente também referia algia no ombro que surgira em consequência de posições, que tinha de tomar para conseguir dormir, derivado da queixa principal.

Para tratar a queixa principal escolheu-se a acupuntura clinica e ao todo foram feitas 3 consultas de acupuntura.

A paciente respondeu favoravelmente ao tratamento sendo que ao final das 3 consultas de acupuntura deixou de apresentar dor na coxa e região glútea.

Referia ainda a existência de algum desconforto no ombro mas que já respondia muito bem à massagem com voltaren.

Uma vez que as queixas tinham desaparecido ou atenuado de forma acentuada e ao facto da paciente viver muito afastada da clínica deram-se por terminados os tratamentos.

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Casos clínicos de dores neuropáticas variadas

Queixas álgicas nas costas tratada com acupuntura

Paciente do sexo femino, entre os 60-65 anos, recorreu às consultas de acupuntura devido à presença de algia nas costas que existia desde os 20 anos de idade.

Fez massagens o que aliviava temporariamente. Antes tinha feito acupuntura japonesa o que aliviou bastante os sintomas, possibilitando 3 meses sem desconforto.

A causa estava na má postura prolongada devido a trabalho.

A análise semiológica não permitiu concluir a existência de um padrão clínico associado à queixa.

O tratamento seleccionado foi a acupuntura dando atenção a pontos locais (ashi), selecção de pontos de acordo com o sistema nervoso e de acordo com a teoria dos meridianos.

A paciente respondeu bastante bem ao tratamento sendo necessárias um total de 5 sessões de acupuntura para ficar sem sintomas.

Foi aconselhado à paciente fazer alguma manutenção para evitar aparecimento rápido das queixas álgicas.

Inflamação, dor, dormência e tensão muscular

Paciente do sexo masculino recorreu às consultas de acupuntura na dor devido a dormência na coxa, algia na perna, tensão muscular e inflamação na região lombar.

O tratamento usado foi eletropuntura (acupuntura elétrica) sendo os pontos pensados numa lógica de sistema nervoso.

O paciente apresentou respostas muito positiva em relação a alguns sintomas e nula em relação a outros.

Ao todo o paciente efetuou 5 tratamentos de acupuntura tendo parado ao final dos mesmos por motivos pessoais.

Ao final dos 5 tratamentos de acupuntura na dor:

1 – o paciente já não apresentava dormência na face anterior da coxa;

2 – apresentava tensão muscular e inflamação na região lombar muito diminuídas e ocasional;

4 – referia que a dor na perna continuava idêntica, sem nenhuma alteração.

Acupuntura na dor para tratar herpes zoster (zona)

Paciente do sexo masculino com 59 anos de idade surgiu no nosso gabinete com a queixa de dor intensa na região costal devido a herpes zoster.

A zona (herpes zoster) tinha surgido há 15 dias e pelo menos há 10 dias o paciente apresentava dores muito intensas que pouco atenuavam com o clonix.

A análise semiológica da dor demonstrou a existência de um padrão de estase de sangue com frio e sintomas posteriores indicavam que este padrão de estase de sangue poderia ter origem na invasão de factores patogénicos externos (vento-frio).

O diagnóstico foi baseado na seguinte anamnese:

1 – Herpes zoster omeçou como uma pequena bolha nas costas e alastrou afectando a região dorsal e peito.

2 – Herpes zoster começou a apresentar dor na região intercostal pouco depois do surgimento da bolha.

3 – Agravou bastante das dores – 5 dias após o aparecimento da primeira bolha foi ao médico devido ao agravamento dos sintomas.

4 – Dor constante.

5 – Agrava há noite.

6 – Melhora com movimento e agrava com repouso.

7 – Dor semelhante a “ter os ossos partidos”.

8 – Sem sensação de peso na região.

9 – Não tem posição para estar na cama.

10 – Por vezes sente a área quente.

11 – Agrava com exposição ao frio.

12 – Sentia grande comichão ao início que melhorou com tratamento médico.

O paciente contava-se bastante medicado mas sem grande sucesso:

1 – Olidermil – suspensão cutânea 3 vezes ao dia.

2 – Valtrex 1g de 8 em 8 horas.

3 – Gabapentina ciclum 300 mg 3 vezes ao dia.

4 – Clonix – 1 vez ao dia.

Ao todo foram feitos 5 sessões de acupuntura, quase diários, para o tratamento da dor.

O paciente respondeu de forma extremamente positiva ao tratamento notando ao final do período de tratamento de acupuntura clinica a ausência completa de dor e deixando de tomar o clonix.

Dor e Dormência nos membros superiores por Humidade-Frio

Estas queixas com maior incidência no membro superior direito conduziram esta paciente para a nossa clinica em Lisboa.

Outros sintomas relevantes consistiam na presença de sensação de peso no membro superior e do agravamento dos sintomas durante a madrugada.

Foi feito o diagnóstico de humidade-frio com vazio de yin e possível vazio de qi/sangue.

Na 1ª consulta foi efetuado o tratamento por acupuntura.

A paciente, demasiado nervosa, sofreu uma reacção vasovagal com sintomas como: sensação de enjoo, tremor das mãos, pele fria ao toque, entre outros pelo que foram retiradas as agulhas.

Na segunda sessão os sintomas mantinham-se idênticos.

Foi efetuado o tratamento e 15 minutos após inserção de agulhas, a paciente começou a referir o braço mais pesado e fraco pelo que se decidiu retirar as agulhas.

Também foi prescrita a fórmula de Matéria Médica Chinesa, DU HUO JI SHEN TANG.

Inicialmente a paciente sentiu algumas alterações digestivas com a fórmula.

Depois de aconselhada a tomar as cápsulas durante a refeição esses sintomas (dor de estômago) desapareceram.

A paciente tomou as cápsulas todas até ao fim da embalagem.

Nessa altura já não sentia sintomas nenhuns no membro superior (dor e dormência). Ao todo foram efetuadas 2 consultas de acupuntura.