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David Marçal: a charlatanice disfarçada de divulgação cientifica

No seu mais recente artigo contra a pseudociência, o bioquímico David Marçal decidiu lançar mais um ataque às Terapêuticas Não Convencionais (TNC).

Apesar de concordar com algumas criticas que faz, considero que é lamentável a falta de rigor na investigação que apresenta e dispensável as manipulações argumentativas que usa de forma a fazer o leitor chegar a uma conclusão que simplesmente está desfasada da realidade.

Esta é uma critica aberta ao artigo intitulado “Charlatanice glorificada na Lei de Bases da saúde” publicado no Público.

No entanto as ideias também se encontram expressas noutros artigos do cientista bioquímico David Marçal, assim como noutras intervenções como nos prós e contras.

1 – Os países estão a abandonar estas áreas.

“As terapias alternativas deverão ficar reforçadas na nova Lei de Bases da Saúde, aprovada no final de Julho, caso esta seja confirmada pelo Presidente da República, em sentido contrário com os recuos que têm vindo a acontecer noutros países.”

David Marçal (1)

Mais uma vez, os exemplos de abandono destas terapias noutros países focam-se na homeopatia.

Sim, a homeopatia tem vindo a ser cada vez mais abandonada, mas será isto verdade para todas as TNC?

A acupuntura e a osteopatia estão a ser cada vez mais abandonadas? “Não, não estão”, seria a resposta sincera.

Esta manipulação é usada ad nauseum nos escritos deste autor.

Em primeiro lugar usa a homeopatia como desculpa e depois engloba todas as TNC como se fosse tudo a mesma coisa.

A verdade é que o mundo não está a abandonar todas as TNC, muito pelo contrário.

Guidelines Internacionais

A acupuntura é aconselhada nas guidelines clinicas da American Society of Pain no tratamento de dor lombar crónica.

Além da acupuntura (considerada como a puntura de agulhas em pontos de acupuntura) outras formas de acupuntura também são consideradas válidas como a neuroreflexoterapia ou PENS (13).

Num estudo recente sobre diferentes guidelines a nível mundial chegou-se à conclusão que as técnicas manipulativas são cada vez mais aconselhadas.

A acupuntura foi abandonada nas guidelines do Reino Unido (ação muito contestada e relativa à lombalgia porque NICE continua aconselhar acupuntura para cefaleia) e da Dinamarca mas estão presentes nas guidelines nos USA (15).

A American Physical Therapy Association considera várias técnicas osteopáticas e acupuntura (punção seca) nas suas guidelines de tratamento da cervicalgia.(14)

Como veremos mais à frente, a acupuntura, inclusivamente faz parte de algumas guidelines internacionais importantes no tratamento de sintomas relacionados com tratamentos em oncologia.

As guidelines europeias (2004) de tratamento de dor lombar aguda aconselham as técnicas manipulativas em pacientes com dificuldade em voltar às atividades diárias (10).

No tratamento da dor lombar crónica não especifica também são aconselhadas técnicas manipulativas (11) e apesar de não ser recomendado acupuntura acaba por ser recomendada duas técnicas inovadoras chamadas Estimulação Elétrica Nervosa Percutânea (PENS) e neuroreflexoterapia.

Nomes engraçados? A American Society of Pain include estas técnicas como acupuntura.

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Estimulação Elétrica Nervosa Percutânea

A PENS baseia-se no uso de uma agulha tipo “eletro-acupuntura” por onde se passa uma corrente elétrica (12). Ou seja, é acupuntura elétrica.

Curiosamente esta técnica é boa no alívio de dor neuropática crónica, dor neuropática diabética e também se conclui-o que tem bons resultados de curto prazo no alivio do dor lombar e ciática… tal e qual como a acupuntura elétrica.

Neuroreflexoterapia

A neuroreflexoterapia baseia-se no uso de estímulos superficiais nos dermátomos afetados e nas orelhas de forma a inibiar as sensações de dor.

Estes estímulos são obtidos por agulhas muito finas e pequenas coladas a pequenos adesivos que se mantêm no corpo durante uns dias.

Qualquer acupuntor, nesta fase, está a reconhecer a técnica. É ensinada em qualquer escola de acupuntura.

Como veremos no próximo capítulo os relatórios da OMS também demonstram claramente que os países, a nível mundial, estão a aceitar cada vez mais estas práticas (19).

Factos

1 – Uma TNC, a homeopatia, está a ser abandonada e a sofrer cada vez mais críticas por parte de organizações governamentais e não governamentais.

2 – No entanto o mesmo não acontece com outras TNC como acupuntura e osteopatia.

3 – A fitoterapia também ganha cada vez maior relevo, em particular no campo da investigação cientifica no estudo das vias celulares que explicam as suas ações terapêuticas como na formulação de novos medicamentos.

4 – Cada vez mais países tentam regulamentar práticas das medicinas tradicionais e complementares ao contrário de as abandonar.

5 – A aceitação, em guidelines internacionais, da Osteopatia e Acupuntura demonstra que estas técnicas são cada vez mais aceites.

5 – A afirmação do cientista bioquímico David Marçal não é sustentada em factos e parte de uma manipulação argumentativa que leva o leitor em erro.

mitos da acupuntura

2 – OMS e lei portuguesa

O cientista David Marçal dá a entender que as recomendações da OMS relativamente às TNC são politicas e que a OMS é uma instituição essencialmente politica. Politica e claramente corrupta.

Também refere que as TNC não tem provas da sua eficácia e que por isso é necessária uma lei especial. E mais uma vez usa como exemplo… a homeopatia.

O que conta não são os documentos politicos da OMS.

Um estudo conveniente e ultrapassado

O bioquímico David Marçal quer aqui fazer referência ao estudo da OMS, de 2003 (sem usar as referências devidas) (20), relativamente à eficácia da acupuntura (por isso fala do lobby chinês).

Sem dúvida que o artigo da OMS não gera o consenso necessário e tem, na minha opinião muitos erros.

O próprio relatório, de 2003, já foi retirado por estar desatualizado (16) e a OMS nunca usou o relatório para o impôr aos países aderentes, muito pelo contrário.

O apoio que a OMS começa a dar a algumas terapêuticas está mais dependente da aceitação social das mesmas nos países ocidentais do que ao poder dos países orientais, está mais dependente da sua importância para a manutenção da saúde de populações em países em desenvolvimento do que corrupção politica.

Qual o lobby chinês a favor da homeopatia ou da medicina ayurvédica?

Se conta o lobby chinês qual a razão da OMS ter retirado o relatório quando a China tem uma influência mundial crescente?

A OMS petende garantir que muitas destas terapêuticas sejam regulamentadas para defesa dos consumidores que a elas recorrem. Mas a posição da OMS é mais complexa.

Por um lado pretende integrar técnicas terapêuticas culturais nos sistemas nacionais de saúde, melhorar a formação técnica e cientifica desses terapeutas aproximando-os das práticas de saúde convencionais, melhorar a investigação cientifica acerca da validade dessas práticas.

Com isto pretende criar dinâmicas que se foquem na escolha e bem estar do paciente com uma vertente de integração social ao mesmo tempo que diversifica o tipo de cuidados de saúde oferecidos às populações e tenta arranjar soluções que ajudem a diminuir os custos dos cuidados de saúde:

“Traditional and complementary medicine (T&CM) is an important and often underestimated health resource with many applications, especially in the prevention and management of lifestyle-related chronic diseases, and in meeting the health needs of ageing populations. Many countries are seeking to expand coverage of essential health services at a time when consumer expectations for care are rising, costs are soaring, and most budgets are either stagnant or being reduced.” (19)

E a lei portuguesa não está a fazer referência a estudos de validade cientifica quando menciona a OMS mas sim à definição de terapêuticas para que os países as possam regulamentar.

Por isso está escrito na lei “de acordo com a definição aprovada pela Organização Mundial da Saúde”

A Lei não está feita para dar credibilidade cientifica (apesar de alguns terapeutas TNC pretenderem fazer esta manipulação).

Muita da regulamentação portuguesa e da evolução das leis em relação às TNC estiveram mais relacionadas com a necessidade sócio-clinicas como:

1 – Proteção do doente através da formação anatómica adequada aos profissionais e clinicas que seguem os melhores modelos de segurança.

2 – Considerações de justiça social e competitividade como o IVA e o pagamento de impostos.

3 – Integração sócio-económica com outros profissionais de saúde que também exercem TNC e não somente com a validade cientifica.

Factos

1 – O bioquímico David Marçal faz uma leitura superficial das posições da OMS e da legislação portuguesa levando o leitor em erro relativamente à posição destas instituições.

2 – A posição da OMS é bem conhecida e qualquer investigação bem fundamentada sobre a mesma nunca irá dar grande relevância às teorias de conspiração do cientista David Marçal.

“One of the four main objectives of the WHO traditional medicine strategy 2002- 2005 was to support countries to integrate traditional medicine into their own health systems … Ideally, countries would blend traditional and conventional ways of providing care in ways that make the most of the best features of each system and allow each to compensate for weaknesses in the other … It urged Member States to assist practitioners in upgrading their knowledge and skills in collaboration with relevant providers of conventional care … ”
WHO (18)

“Countries aiming to integrate the best of T&CM and conventional medicine would do well to look not only at the many differences between the two systems, but also at areas where both converge to help tackle the unique health challenges of the 21st century. In an ideal world, traditional medicine would be an option offered by a well-functioning, people-centred health system that balances curative services with preventive care.”
WHO, 2019 (19)

david marçal OMS

3 – Estudos cientificos e a falta de cultura cientifica do David Marçal

Depois de escrever um livro onde apresentou dados sobre estudos de acupuntura claramente viciados para demonstrar o seu ponto de vista, depois de ir à televisão pública fazer espetáculo a mostrar um gráfico sem sequer referir as fontes, escreve artigos onde se foca sempre num conjunto pequeno de artigos que justificam as suas crenças.

Um desses artigos é sobre o uso de medicinas complementares em pacientes oncológicos. O autor, conclui:

“…os doentes oncológicos que recorrem às terapias alternativas em complemento aos tratamentos convencionais têm uma mortalidade duas vezes superior aos que recorrem apenas aos tratamentos convencionais. Isto acontece, entre outras coisas, porque atrasam o início dos tratamentos que realmente lhes podiam salvar a vida.”

Lembro que o cientista bioquímico David Marçal é doutorado e já devia saber ler estudos científicos e contextualizar esses estudos com todo um conjunto de evidências.

Além de que é uma pessoa habituada a escrever sobre pseudociência.

O David Marçal apresentou superficialmente um estudo, não fez a sua análise critica, impôs as conclusões em que quer acreditar e nem soube contextualiza-las com outros fontes de informação relevantes (meta-análises, guidelines internacionais, etc…).

Sumariamente deixo aqui os principais pontos fracos deste estudo:

1 – Usa definições de medicina complementar e alternativa que não são lógicas, nem sequer usa uma definição coerente do que seja medicina complementar (2)

2 – As terapias complementares usadas são: acupuntura, homeopatia, osteopatia, orações, yoga, exercícios de respiração, vitaminas, probióticos, medicina chinesa, medicina ayurvédica, dietas, técnicas de relaxamento, qi gong, etc (2).

Vitaminas e probióticos não são medicinas complementares e“dietas” não significa nada mas a nutrição e dietética são profissões de saúde convencionais e plenamente aceites no SNS.

A maioria destas “terapias” nem sequer se enquadra no quadro de regulamentação português. (2)

3 – Existem grandes enviesamentos no estudo, sendo que alguns foram reconhecidos pelos autores.

Estes enviesamentos são relevantes mas tem sido completamente desprezados pelos céticos pois a conclusão do artigo é do interesse dos mesmos.

4 – De acordo com outros estudos (citados no estudo do JAMA) estima-se que 48% a 88% dos pacientes oncológicos recorram a terapias complementares e num país com os niveis de rligiosidade dos EUA, onde mais de metade da população reza todos os dias, foi possível efetuar um estudos com quase 2 milhões de pacientes onde se encontrou uma amostra em que somente 300 pacientes com cancro rezavam (0,01%).

Comentadores de café e meta-análises

Para alguns comentadores da nossa praça (Luis Ribeiro, Lucilia Galha, Vera Novais, João Cerqueira, David Marçal), estes problemas são irrelevantes.

Eles encontraram um estudo com uma percentagem residual de fanáticos (0,01%) e, omitindo uma análise de dados objetiva, deixaram as conclusões surgirem por si próprias.

No entanto a evidência suporta o uso de acupuntura em pacientes oncológicos.

Qualquer leitor consegue aceder a diferentes meta-análises sobre o uso de acupuntura no tratamento de apcientes oncológicos.

Uma meta-análise da Cochcrane não conseguiu reunir evidência para avaliar a eficácia da acupuntura no alívio de dor oncológica.

No entanto, todos os estudos escolhidos foram positivos para a acupuntura (8) Meta-análises posteriores foram feitas e todas foram positivas para a acupuntura.

O European Journal of Cancer Care, em 2017, publicou uma meta-análise positiva para a acupuntura no tratamento de dor em pacientes oncológicos.

Outra meta-análise publicada na revista Medicine em 2016 referia que a acupuntura era eficaz no alivio da dor, fadiga e melhorava a qualidade de vida dos pacientes (7).

Noutra meta-análise de 2016, publicada no Journal of Pain and Symptom Management sobre o uso de acupuntura e outras técnicas de medicina chinesa conclui-o que estas tinham efeitos positivos sobre o paciente e eram tratamentos adjuntivos benéficos (9).

Poderia usar outras meta-análises e no final a conclusão continuava a mesma: a melhor evidência suporta o uso de acupuntura e outras técnicas no alivio de sintomas especificos em pacientes oncológicos.

Principais Guidelines em Oncologia

Olhando para a evidência disponível, a National Compreensive Cancer Network estabelece o uso da acupuntura como tratamento válido nas suas guidelines, especialmente para populações vulneráveis (3).

O National Cancer Institute dos EUA claramente associa a acupuntura a efeitos positivos e o seu quadro editorial publica sumários claramente positivos em relação à acupuntura (4), (5).

A Cancer Research Uk claramente refere que existem beneficios no uso da acupuntura (5).

Factos

1 – O David Marçal fez um cherry picking amador de um estudo porque as suas conclusões estão de acordo com as suas crenças e com isso facilitou a manipulação de dados num artigo que se pretendia objetivo e isento.

2 – No entanto, a melhor evidência disponível é positiva em relação a algumas TNC para queixas especificas. De tal forma que começam a ser inseridas em diversas guidelines internacionais.

Os factos vão contra as conclusões deste autor. Mais uma vez.

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4 – Meias verdades

“Os seus tratamentos seriam aprovados, como quaisquer outros, em face das provas. Mas a nenhum tratamento de nenhuma terapia alternativa é exigido qualquer prova de eficácia para a sua introdução no mercado.”
David Marçal (1)

O David Marçal pega num ponto importante. E como sempre tem razão usando o exemplo da homeopatia.

Os homeopatas não se cansam de repetir que existem milhares de estudo a favor da homeopatia mas recusam-se a ver aprovados os seus remédios tal como os medicamentos ocidentais.

Mais uma vez existem diferenças muito grandes entre a homeopatia e a maioria dos outros tratamentos TNC. E entre os próprios medicamentos evidentemente.

A Fitoterapia e muitas medicinas tradicionais (ayurveda, Chinesa, etc…) já eram usadas antes de qualquer aprovação cientifica e é simplesmente impensável impedir o seu uso de um momento para o outro.

Como vamos impedir as pessoas de tomar fitoterapia?

E vamos aplicar somente esta proibição nos países desenvolvidos ou também nos países em desenvolvimento em que 80% da população chega a estar dependente das farmacopeias tradicionais?

Muitas terapias manuais como osteopatia, muitas técnicas de fisioterapia (há uns anos eram eles os vendedores de banha da cobra) ou mesmo acupuntura tem uma evolução histórica com uma dinâmica completamente diferente dos medicamentos (uma realidade que o David Marçal ou qualquer outro cético nunca se deu ao trabalho de investigar e esquecem-se constantemente).

Mas para o David Marçal, tudo isto é irrelevante. Basta somente pensar em medicamentos ocidentais e homeopatia e depois generalizar.

OMS e integração no SNS

Neste aspeto a posição da OMS (Organização Mundial de Saude) tem sido muito mais coerente: garantir a integração destes profissionais, melhorar a formação, aproximar das profissões de saúde convencionais, garantir a defesa do paciente, dar capacidade de investigação clinica e cientifica a profissionais destas áreas.

“A aspiração agora no horizonte é naturalmente a introdução destas práticas no Serviço Nacional de Saúde, pondo os contribuintes a pagar tratamentos que não funcionam e que colocam em risco a saúde e a vida dos doentes.”
David Marçal (1)

A aspiração à introdução no SNS sempre foi um desejo público, tanto da OMS como de muitos profissionais.

Os exemplos que o David Marçal mostrou da homeopatia provam que, em alguns casos, este desejo acaba por se tornar contrapruducente.

No entanto, mais uma vez isto não representa a realidade de todas as técnicas terapêuticas das TNC, nem demonstra a realidade do que se passa na maioria dos países como demonstram os relatórios da OMS.

Se alguns países deixaram de comparticipar a homeopatia (e bem, no meu entender), a verdade é que a acupuntura já se encontra inserida no SNS português através dos médicos.

tratamento manual de osteopatia

Médicos, Enfermeiros e Fisioterapeutas

O número de especialidades médicas (medicina geral e familiar, desporto, reumatologia, dor) a praticar acupuntura tem vindo a aumentar assim como as clinicas de dor de norte a sul do país.

E os gritos de indignação por parte da comunidade dos céticos foram praticamente nulos.

A Bastonária da Ordem dos Enfermeiros já deu claramente a entender que não tem problema em colocar os enfermeiros a dominar a osteopatia e a acupuntura no SNS.

Os fisioterapeutas estão a crescer à base da acupuntura e osteopatia e não pretendem parar.

Só assim conseguem ser competitivos num mercado liberal de trabalho onde tem de competir com acupuntores e osteopatas.

“Técnicas manuais” e “fisioterapia invasiva” são as palavras do dia.

Algumas destas técnicas já se encontram no SNS e outras são amplamente aceites pelas principais classes de saúde que as desejam dominar.

O problema não é a introdução destas áreas no SNS mas sim de uma nova classe de profissionais.

Por outro lado, como vimos ao longo do artigo a frase que estas terapias (não discriminando o que tem ou não tem valor) não funcionam e colocam em risco a vida dos pacientes está simplesmente errada.

Algumas destas terapias estão aconselhadas nas principais guidelines internacionais e tem apoio cada vez mais crescente de todas as profissões de saúde.

Todas as profissões de saúde estão claramente interessadas na maioria destas terapêuticas, seja pelos resultados clinicos, interesses económicos ou ganhos de autonomia profissional.

Alguns tratamentos inclusivamente já se encontram no sistema nacional de saúde.

E como está amplamente demonstrado, estas terapias tem uma racio de eficácia/segurança muito bom.

É isto que se pode esperar dos escritos do cientista e bioquímico David Marçal: meias verdades polvilhadas com manipulações argumentativas para disfarçar uma investigação amadora e uma posição mais radicalizada.

Bibliografia

1 – https://www.publico.pt/2019/08/12/ciencia/opiniao/charlatanice-glorificada-lei-bases-saude-1882710?fbclid=IwAR3gqfJ1WUjsUO7fEv2aTJCZSyH50R6ssompV4_35iWlPd23Llb5r7HgClk

2 – https://clinicadeacupuntura.pt/luis-ribeiro-analfabetismo-superficialidade-jornalistica/

3 – https://williams.medicine.wisc.edu/pain.pdf

4 – https://www.cancer.gov/about-cancer/treatment/cam/hp/acupuncture-pdq#_76

5 – https://www.cancerresearchuk.org/about-cancer/cancer-in-general/treatment/complementary-alternative-therapies/individual-therapies/acupuncture

6 – https://onlinelibrary.wiley.com/doi/abs/10.1111/ecc.12457

7 – https://www.researchgate.net/publication/297609593_Acupuncture_and_Related_Therapies_for_Symptom_Management_in_Palliative_Cancer_Care

8 – https://www.cochranelibrary.com/cdsr/doi/10.1002/14651858.CD007753.pub3/abstract

9 – https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0885392416000555

10 – https://www.researchgate.net/publication/237309615_European_guidelines_for_the_management_of_acute_nonspecific_low_back_pain_in_primary_care

11 – https://www.kovacs.org/descargas/EuropeanGuidelinesfortheManagementofChronicNonSpecificLowBackPain(204paginas).pdf

12 – https://www.hunterpainclinic.com.au/index.cfm?module=NEWS&pagemode=indiv&page_id=614395

13 – https://americanpainsociety.org/uploads/education/guidelines/evaluation-management-lowback-pain.pdf

14 – https://www.jospt.org/doi/full/10.2519/jospt.2017.0302

15 – https://www.mja.com.au/system/files/issues/208_06/10.5694mja17.01152.pdf

16 – https://www.evidencebasedacupuncture.org/who-official-position-2/

17 – https://apps.who.int/bookorders/anglais/detart1.jsp?codlan=1&codcol=93&codcch=196

18 – https://www.who.int/medicines/areas/traditional/BenchmarksforTraininginOsteopathy.pdf

19 – https://apps.who.int/iris/bitstream/handle/10665/312342/9789241515436-eng.pdf?ua=1

20 – https://www.iama.edu/OtherArticles/acupuncture_WHO_full_report.pdf

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