scimed joão julio cerqueira

Scimed aka João Júlio Cerqueira

Um conto da pulga que era mestre em falácias

O Scimed é um projeto pessoal do Dr. João Júlio Cerqueira. Sem dúvida é um projeto difícil de definir mas de sucesso garantido desde as redes sociais a programas como o Maluco Beleza.

No site o projeto vende-se como um espaço para publicação de artigos com base na evidência que permitam uma discussão saudável dos mesmos.

No Facebook o projeto vende-se como uma forma de libertar alguma tensão e ofender e gozar com quem não concorda com as ideias do projeto.

Historicamente o projeto tem sido pautado pela falta de bom senso do autor João Júlio Cerqueira com artigos sem coerência, falta e honestidade intelectual, cherry picking de estudos, afirmações sem fundamentação, etc…

Nas redes sociais tem sido um sucesso pelos piores motivos. Desde a página oficial ao grupo que se criou a seguir que as ações se baseiam em insultos gratuitos, gozar com pessoas (mesmo aquelas que precisam), ridicularizar quem tem ideias diferentes, etc…

O Scimed tem sido, essencialmente, um projeto que demonstra a falta de capacidade do Dr. João Júlio Cerqueira em definir fronteiras entre dialogar e ofender; denunciar manipulações e não as cometer, entre outros.

Este artigo é parte da resposta a alguns dos escritos do Scimed sobre acupuntura.

Existem outros artigos que também respondem a parte das opiniões deste cético das redes sociais.

Num artigo sobre mecanismos fisiológicos da acupuntura demonstrei a falta de coerência lógica nos argumentos e escrita do Scimed.

Noutro artigo denunciei a dualidade de critérios usada na comparação de muitas terapêuticas.

Dr. João Júlio Cerqueira Scimed cético

A pulga do João Júlio Cerqueira

O artigo escrito pelo jornalista (?) Luis Ribeiro da Visão obviamente que teve de ter repercussões no site do Scimed.

O Dr. João Júlio Cerqueira não perde a oportunidade de tentar rebaixar as terapêuticas não convencionais independentemente da credibilidade das fontes, qualidade dos argumentos ou fundamentação lógica e técnica.

No recente artigo “Tens cancro e queres viver? Diz não às terapias alternativas” (1) escreve 3 frases relevantes da falta de rigor científico e preconceito que lhe é conhecido:

“Bem, nesse caso os autores concluíram que as pessoas têm o dobro da mortalidade em comparação com os doentes que são seguidos apenas pela medicina convencional. Ou seja, esta “complementaridade” é altamente deletéria para os doentes oncológicos…”(1)

“..E porque é que recusam mais? Pode ser por várias razões, mas a minha suspeita é que os tretólogos profissionais convencem as pessoas que esses tratamentos são prejudiciais… “(1)

“eles não escondem de ninguém a sua repulsa por tratamentos como a quimioterapia, considerando ser “venenos” inventados pela indústria farmacêutica e promovidos pelos médicos por questões puramente económicas. Ou seja, uma grande cabala para matar as pessoas à custa de uns trocos”(1)

Quod Erat Demonstrandum

O dobro do mortalidade

“Bem, nesse caso os autores concluíram que as pessoas têm o dobro da mortalidade em comparação com os doentes que são seguidos apenas pela medicina convencional. Ou seja, esta “complementaridade” é altamente deletéria para os doentes oncológicos…”(1)

Nesta afirmação o autor do Scimed apresenta uma conclusão do estudo sem fazer qualquer tipo de crítica objetiva ao mesmo.

Se um estudo com esta qualidade fosse abonatório da acupuntura, ele já teria escrito um artigo a ridicularizar a falta de cultura e conhecimento científico dos acupuntores.

Mas como é deletério para muitas terapêuticas não convencionais, a análise crítica do mesmo não se torna necessária.

O estudo apresenta uma série de problemas como já foram bem discutidas no artif+go de resposta ao jornalista Luis Ribeiro:

1 – 2 questões distintas: uma sociológica e outra clínica sem desenvolver as métricas para as avaliar;

2 – apresenta inúmeros problemas em termos de enviesamentos e recolha de dados que não permitem concluir absolutamente nada;

3 – fazem uma misturada de práticas e crenças sem qualquer lógica (acupuntura, dietas, probióticos, orações, etc…) que inviabilizam qualquer conclusão;

4 – usam definições tão vagas que fica difícil definir o que é válido do que não é, o que é convencional do que é não convencional.

Ler e interpretar: 2 qualidades necessárias

No estudo é indicado que se estima que 48% a 88% dos pacientes oncológicos recorram a terapias “complementares”.

No entanto numa amostra superior a 1 milhão de doentes só conseguiram encontrar menos de 300 a recorrerem a esses tratamentos.

De 48% a 88% passamos diretamente para 0,01%, mas para o Scimed estes dados não são minimamente suspeitos.

Uma das terapias “complementares” mencionadas no estudo é a oração (que nem sequer é uma terapia).

E o estudo foi realizado nos EUA que é um país com particularidades muito próprias:

1 – É um dos países mais ricos do planeta mas tem níveis de crenças semelhante aos países mais pobres (4);

2 – 50% da população acredita em possessões demoníacas (5) e 31% em fadas;

3 – menos de 20% dos americanos afirmam não rezar enquanto 58% afirmam rezar todos os dias (3) e pelo menos 80% afirma acreditar em Deus (2).

Neste país pegou-se numa amostra de 1 milhão de doentes com cancro e observou que só 0,01% é que recorreu às orações!

Estes dados para o Scimed não são suspeitos e o estudo é credível. Isto deveria dizer-nos algo acerca da cultura científica e capacidade crítica do Scimed.

Focar na oração

A questão da oração é particularmente interessante por 3 razões.

Em primeiro lugar a oração não faz parte de nenhuma TNC o que faz com que o estudo seja completamente inútil no contexto nacional.

Em segundo lugar, os EUA são um país com particularidades religiosas, que lhe são únicas, e estudos que envolvam esse aspeto não podem tirar conclusões relevantes passíveis de ser transferidas para outros países ricos.

Em terceiro lugar a realidade religiosa dos EUA está completamente desfasada da amostra deste estudo o que indica que foi uma amostra obtida através de enviesamentos e sem qualquer valor científico.

investigação em acupuntura

Do sectarismo para o preconceito

Os tretólogos e a pulga que não saltava

..E porque é que recusam mais? Pode ser por várias razões, mas a minha suspeita é que os tretólogos profissionais convencem as pessoas que esses tratamentos são prejudiciais… “(1)

A suspeita do Scimed é completamente infundada (como muitos disparates que ele escreve). Na realidade o estudo nunca analisou qualquer fenómeno de causalidade.

Não só a amostra é pequena, a forma como foi obtida completamente inviesada e os dados obtidos irreais como nunca se levantou a questão:

“os pacientes desistiram dos tratamentos porque foram aconselhados pelos terapeutas ou eles procuraram por outro tipo de terapias porque não queriam fazer os tratamentos convencionais?”.

Saber distinguir se o sistema de valores foi passado ao paciente pelo terapeuta ou se já existia e condicionou a escolha de terapias por parte do doente é essencial para se estabelecr um efeito de causalidade.

Quem gosta de investigação científica encontra uma história antiga da pulga que saltava. O investigador dizia à pulga para ela saltar e ela saltava.

Uma vez o investigador decidiu cortar as pernas à pulga e quando lhe disse para saltar ela não saltou.

A conclusão desse investigador: a pulga tem os ouvidos nas pernas!

O médico João Júlio Cerqueira consegue ser pior do que esse investigador não só porque as suas conclusões são precipitadas e mal fundamentadas como facilmente manipula a ciência para promover o preconceito.

A pulga do Scimed não salta. A culpa só pode ser das terapias não convencionais!

terapeutas tratamentos de acupuntura

A superficialidade típica do preconceito

A repulsa pela quimioterapia

“eles não escondem de ninguém a sua repulsa por tratamentos como a quimioterapia, considerando ser “venenos” inventados pela indústria farmacêutica e promovidos pelos médicos por questões puramente económicas. Ou seja, uma grande cabala para matar as pessoas à custa de uns trocos”(1)

O scimed vive refêm do preconceito e das opiniões mais radicais das redes sociais.

Sim, existem muitos terapeutas TNC que são contra a quimioterapia ou a radioterapia e sim isto deve ser denunciado e combatido.

Mas estas crenças não são universais e não espelham a diversidade de crenças e opiniões nas diferentes TNC.

De acordo com a minha experiência, entre os homeopatas a oposição à quimioterapia é bem maior do que entre osteopatas.

Quando falamos da acupuntura, abordamos uma terapêutica usada em tantos backgrounds profissionais e culturais que se torna difícil definir quem defende o quê.

No Ocidente a diáspora profissional da acupuntura faz com que seja usada por profisisonais com as mais variadas crenças.

Fisioterapeutas, médicos, podologistas, enfermeiros costumam usar acupuntura (muitos com cursos em medicina chinesa) e tem opiniões favoráveis em relação a tratamentos convencionais.

Muitos acupuntores também são a favor dos tratamentos convencionais (o autor destas linhas tem licenciatura em medicina nuclear, mestrado em radiofarmácia e já trabalhou num serviço dedicado a PET, por exemplo) e nunca aconselhou os pacientes a não fazer tratamentos convencionais para o cancro.

Para este médico/cético da moda a única coisa que importa são classificações vulgares que permitam generalizações simples.

A ofensa fica mais facilitada e não exige uma abordagem sociológica e científica mais complexa. A ciência só interessa se lhe permitir falar mal e rebaixar.

E porque não fazer um estudo?

Um estudo interessante seria comparar a opinião de diferentes profissionais TNC em relação a diferentes tratamentos médicos.

Qual a diferença de crenças relativamente à quimioterapia entre diferentes profissões das TNC?

E entre colegas sem formação prévia em saúde e com formação prévia em saúde?

Dos terapeutas TNC anti-quimioterapia quantos aconselham ativamente os seus pacientes a não fazer esses tratamentos?

Quantos tem sucesso a convencer os seus pacientes?

Qual a diferença entre profissões na aceitação social de vacinação e tratamentos para o cancro (radio e quimio), etc…

Existem algumas questões interessantes que nos permitiriam falar com mais autoridade sobre os diferentes sistemas de crenças nos diferentes profissionais das TNC.

técnicas manuais de osteopatia

“Tens cancro e queres viver? Diz não às terapias alternativas”

O título do artigo é identificativo do fundamentalismo dogmático do Scimed.

Para ser honesto o artigo deveria ser “Tens cancro e queres viver? Aceita os tratamentos médicos convencionais e usa algumas terapias complementares para melhorar a qualidade de vida”.

Apesar do título do artigo do Scimed não estar de acordo com o que é afirmado no estudo científico vai de encontro à dualidade de critérios que lhe é tão comum.

Ao mesmo tempo que ataca a acupuntura fazendo cherry picking de estudos mal feitos e ridicularizando esses estudos, refugia-se em estudos ainda piores, que não estuda nem crítica, para poder denegrir a acupuntura.

Quando o estudo diz o que ele quer ouvir qualquer análise crítica se torna irrelevante.

De objetividade e imparcialidade científica o autor de Scimed não tem nada, mas como escreveu Carl Sagan

“Não é possível convencer o crente de coisa alguma. As suas crenças nãos e baseiam em evidências; baseiam-se numa profunda necessidade de acreditar”

Scimed e a falácia da autoridade

Num dos artigos escritos pelo médico e cético João Júlio Cerqueira (6), no site Scimed, sobre acupuntura, é feita uma crítica que consiste em desfazer afirmações, feitas por acupuntores, para validar a acupuntura com base no prestígio que outras instituições lhes dão, nomeadamente a OMS (Organização Mundial de Saúde) e o NIH (National Institutes of Health) dos EUA.

O encadeamento do artigo consiste:

1 – Usar estes institutos como prova da validade de acupuntura é uma falácia de autoridade, logo, um argumento inválido.

2 – O NIH não apoia nem aprova o uso da acupuntura

3 – A OMS defende a acupuntura com base em critérios políticos e não científicos: o único ponto em que tem alguma razão já mencionado noutros artigos e a ser discutido em artigo próprio.

tratamento manual de osteopatia

A Falácia da Autoridade que o Scimed não sabe usar

Apesar de falar muito da falácia da autoridade, o José Julio Cerqueira parece não saber aplicá-la.

O argumentum ad verecundiam é absurdo quando a validade depende unicamente da autoridade de uma pessoa e não das razões que a levam a sustentar determinada posição.

Mas isso não significa que o uso de autoridade seja sempre uma falácia.

Pelo contrário, a maioria do conhecimento da sociedade está dependente da autoridade que é reconhecida a muitos especialistas pelo saber e pelas razões que usam para sustentar a sua autoridade.

Exemplo simples: a maioria dos médicos é a favor da vacinação. Um argumentum ad verencumdiam válido.

O argumentum ad verecundiam é válido quando é feito por especialistas de reconhecido mérito na área e gera consenso.

Por isso os físicos podem afirmar que a Terra é “redonda” e os biólogos que a evolução é um facto científico. Por isso ninguêm liga ao que os padres tem para dizer sobre evolução ou a criação do Universo.

Neste caso interessa saber se o NIH tem especialistas que sejam capazes de ler estudos científicos e compreender a relevância de determinada terapêutica.

Interessa perceber se existe concordância entre muitos especialistas diferentes ou não.

O que diz o NIH sobre acupuntura

Grande parte do artigo publicado no Scimed é uma transcrição da opinião de um médico americano de acontecimentos que já passaram e não são minimamente relevantes para a discussão atual mas que, convenientemente passam a ideia que é tudo uma fraude.

De acordo com o artigo do João Júlio Cerqueira, o NIH não apoia a acupuntura e apresenta links para 2 artigos a confirmar isso mesmo. É escrito:

“em 2011 o NIH continuava a não apoiar a acupuntura. E em 2017 continua a não aprovar a acupuntura”(6)

E depois cita uma parte do segundo artigo linkado:

“Although millions of Americans use acupuncture each year, often for chronic pain, there has been considerable controversy surrounding its value as a therapy and whether it is anything more than placebo.””(6)

O primeiro link é para um artigo de opinião de um cético e não uma fonte original do NIH (4) e o segundo que acaba com uma citação é do próprio NIH.

Lendo o artigo e a citação podemos observar algo muito comum nos escritos do João Júlio Cerqueira: interpretações completamente enviesadas para o ponto que ele quer mostrar.

Dificilmente se pode concluir com esta citação que o NIH não aprova a acupuntura. A frase simplesmente afirma que existe controvérsia. Nada mais. Em momento algum o NIH diz que não apoia ou aprova a acupuntura.

Mas quando deixamos as traduções manipuladas ou o cherry picking de artigos do google e nos focamos nas fontes, neste caso o NIH, podemos ver que noutro artigo sobre a eficácia da acupuntura é referido acerca do tratamento na lombalgia:

1 – uma recomendação da American Pain society e da American College of Physicians a recomedar a aocupuntura para lombalgia;

2 – uma revisão de 2008 que mostrou “forte evidência” que a acupuntura associada a tratamento convencional era melhor que o tratamento convencional isolado não existindo diferenças entre “acupuntura verdadeira” e “acupuntura falsa”;

3 – uma revisão de 2010 que mostrou que a acupuntura melhorava a lombalgia imediatamente mas sem resultados de longo prazo;

4 – um estudo de 2012 que mostrava que a acupuntura era mais eficaz que não usar acupuntura ou acupuntura falsa.

Dificilmente isto será negativo para a acupuntura enquanto tratamento para a lombalgia.

Para a cervicalgia, dor no joelho e osteoartrite e tratamento de alguns sintomas oncológicos os resultados também foram positivos.

Foram negativos, no entanto, para dependência tabágica e depressão.(7)

Nada mau para uma instituição que não apoia nem aprova a acupuntura.

Dúvidas sobre tratamentos de acupuntura

O cúmulo da falácia da autoridade

O artigo publicado no Scimed conclui

“A NIH não apoia a acupuntura. Mesmo que apoiasse, o relatório produzido em 1997 é uma documento pseudocientífico sem qualquer validade prática.”(6)

Entretanto no mundo real…

1 – o NIH apresenta estudos diversos e positivos relativamente à acupuntura;

2 – não o fundamenta num qualquer relatório de 1997 mas sim em diversos estudos atuais, independentes e na opinião de equipas tanto do NIH como de outras instituições médicas de prestígio.

Não só o NIH apresenta estudos que são muito positivos à acupuntura, como há cada vez mais associaçõs médicas que defendem o uso da acupuntura: Escócia, Austrália, EUA, etc…

São cada vez mais os médicos e fisioterapeutas que trabalham com casos de dor músculo-esqueléticas e doenças reumáticas que aconselham a acupuntura (veja-se o crescimento da acupuntura médica e da fisioterapia invasiva).

A acupuntura, inclusivamente tem ajudado a própria medicina a evoluir como se prova pelos mais recentes tratamentos de neuromodulação periférica para bexiga neurogénica.

Há cada vez mais um crescente número de instituições de prestígio e profissionais que olham para as evidências científicas e dizem que esta é uma terapia válida.

E quando temos especialistas na área, de vários quadrantes, a adotar e a defender uma dada prática clinica com base em experiência clínica e estudos científicos, quando temos instituições de prestígio de vários países a defenderem a mesma coisa, então o argumentum ad verecumdiam é válido.

Existem muitas dúvidas mas também existe a certeza da cada vez maior adoção desta técnica terapêutica pelos vários quadrantes profissionais da saúde.

No entanto o João Júlio Cerqueira, quer-nos fazer acreditar no contrário, escrevendo artigos com interpretações enviesadas e conclusões não fundamentadas e abusivas, investigações superficiais e cherry picking de artigos para validar a opinião não especialista dele. E é lido porque é médico.

Se o Scimed fosse carpinteiro e escrevesse artigos com esta qualidade ninguêm lhe ligava nenhuma.

Ironicamente o Scimed nunca percebeu que ele é o cúmulo da falácia da autoridade!

punção seca acupuntura

Uma longa história de incompetência e show off nas redes sociais

Desde os primeiros artigos sobre história da acupuntura que o médico João Júlio Cerqueira foi criticado pela facilidade com que fazia traduções enviesadas para os pontos que pretendia demonstrar.

Na realidade todas as criticas e falácias que ele aponta aos outros parecem ser uma auto-critica.

Começa por ofender toda a gente e chamar nomes a todos e quando lhe respondem diz que são ataques pessoais… típicos de tretólogos sem ética.

Critica o cherry picking de estudos de muitos acupuntores mas depois faz exatamente isso, escolhendo os estudos que lhe dão jeito.

Depois vem as inúmeras falácias que ele adora usar, numa primeira fase da discussão para ridicularizar a falta de conhecimento dos seus opositores e numa fase final para tentar sustentar o seu ponto de vista e afirmações sem fundamento.

Para o João Julio Cerqueira, o mundo está cheio de Dunning-Kruger falhados e ele é o salvador do mundo.

E quando não há argumentos que façam os outros mudar de ideias criam-se grupos de Facebook onde se podem ofender as pessoas livremente.

Um leitor mais atento

Os problemas começaram a surgir inicialmente quando um leitor mais atento começou a notar nos erros de argumentação e manipulações constantes do médico João Julio Cerqueira.

scimed joão julio cerqueira

criticas aos erros dos céticos

joão julio cerqueira falácias

A punção seca e a incapacidade de definir o que é acupuntura

Numa primeira discussão com o Scimed diverti-me a abordar a definição de acupuntura. Até que chegámos à punção seca que obviamente para o pseudo-cético João Júlio Cerqueira não é acupuntura.

Os argumentos não poderiam ser menos coerentes.

scimed punção seca

Em suma, na perspetiva do João Julio Cerqueira:

1 – punção seca não é acupuntura porque é usada por profissionais de saúde que não são acupuntores (WTF?!!!). Por esta lógica todos podemos começar a fazer cirurgia que não é cirurgia porque nenhuma e nós é cirurgião.

2 – alguns céticos até acham que a punção seca é acupuntura… mas obviamente que eles estão errados porque só o Scimed é que é dono da verdade.

3 – Na falta de argumentos para justificar que a punção seca não é acupuntura faz um cherry picking de estudos que digam mal da punção seca.

E os terapeutas podem ficar com a punção seca porque o Scimed acabou de encontrar um estudo que prova que ela não funciona…

Os problemas com a punção seca e a acupuntura baseiam-se em premissas erradas que o Scimed gosta de usar. Para o Scimed a acupuntura implica a existência de pontos energéticos e meridianos de energia, etc…

Ou seja, os chineses nunca fizeram acupuntura pois nunca definiram nada que se parecesse com energias, mas isto é irrelevante pois para o Scimed só pode existir uma realidade. A realidade que lhe dá razão.

Por isso nunca conseguiu definir acupuntura nem desenvolver uma argumentação séria que diferenciasse a punção seca da acupuntura.

Além da falta de fundamentação em muitas das suas afirmações, a superficialidade com que faz investigação facilita sempre a imagem que deseja passar de um determinado grupo de pessoas.

O exemplo documentado abaixo passou-se comigo e dá para perceber a fraqueza de análise de fontes de muitos pseudo-céticos em Portugal.

pseudo-céticos grupo scimed

Quando a frustração se torna grande

Quando a falta de argumentação, as traduções enviesadas, o cherry picking de estudos e um vasto conjunto e falácias não funcionaram, para o João Julio Cerqueira só resta uma solução: o insulto gratuito.

“Tretólogos”, “tretapeutas”, “vendedores de banha da cobra”, “esgoto humano”, etc… parece que não há adjetivo que escape às suas explosões emocionais.

joão júlio cerqueira tetrólogos

BIBLIOGRAFIA

(1) https://www.scimed.pt/geral/tens-cancro-e-queres-viver-diz-nao-as-terapias-alternativas/

(2) https://www.christianitytoday.com/news/2018/april/we-believe-in-god-what-americans-mean-pew-survey.html

(3) https://www.pewforum.org/religious-landscape-study/frequency-of-prayer/

(4) https://qz.com/1325219/americans-pray-like-tanzanians-and-make-money-like-norwegians/

(5) https://today.yougov.com/topics/lifestyle/articles-reports/2013/09/17/half-americans-believe-possession-devil

(6) https://www.scimed.pt/geral/acupuntura-aprovacao-pela-oms-e-pela-nih/

(7) https://www.forbes.com/sites/stevensalzberg/2011/08/14/does-nih-recommend-acupuncture/#3b72f16e1f8d

(8) https://nccih.nih.gov/health/acupuncture/introduction#hed3

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